Itaquá está entre as cidades que mais empregam no estado

sexta-feira, 30 de novembro de 2012


Cinco cidades da região do Alto Tietê estão entre os 100 municípios do estado de São Paulo que mais geram empregos, segundo pesquisa do Sistema Capital Humano 2012 realizada pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

A Cidade de Mogi das Cruzes é a que aparece com a melhor colocação (18ª) seguida de Suzano (36ª), Itaquaquecetuba (49ª), Poá (61ª) e Ferraz de Vasconcelos (88ª).

Os dados têm como base o ano de 2011. A indústria emprega em toda a região 77.896 pessoas, uma evolução de 4,87% em relação a 2010. Mogi das Cruzes registra 20.411 trabalhadores (um aumento de 20,97%), enquanto que Suzano tem 18.314, Itaquaquecetuba emprega 19.155 pessoas, Poá 7.131 e Ferraz de Vasconcelos 9.982.

O setor industrial da região tem um Produto Interno Bruto (PIB) de R$6,7 bilhões, o que representa 32,81% de todas as riquezas produzidas pelo Alto Tietê. A média salarial na indústria é de R$1.906 enquanto que no geral (incluindo os outros setores) é R$1.508.

Para o diretor do Centro das Indústrias do estado de São Paulo (Ciesp) do Alto Tietê, Werner Stripecke, a região tem o mérito de se adaptar a condições adversas da economia. “Mesmo com todo o cenário adverso, a indústria do Alto Tietê se supera com inovações tecnológicas, lançamento de produtos e novas plantas fabris”, comenta.

Vantagem logística
Instalada há um ano e meio em Mogi das Cruzes, uma empresa que produz peças plásticas para o setor automotivo emprega atualmente 150 funcionários. Fundada em Santo André e com passagem pela cidade de Mauá, a empresa encontrou condições ideais em Mogi das Cruzes, segundo o proprietário, Osvaldo Baradel. “Nosso maior cliente fica no Vale do Paraíba, mas também fornecemos para São Paulo e São Bernardo. Aqui a localização é estratégica, porque o deslocamento é fácil tanto para a capital quanto para o interior”, comenta

A empresa está instalada no distrito industrial do Taboão, que conta com uma entidade que representa o setor industrial dali, a Associação Gestora do Taboão (Agestab), atualmente com 21 integrantes.

A empresa de Baradel tem área construída de 3.500m² e previsão de obras para dobrar este tamanho. Porém, a indústria deve fechar o ano com uma queda de 25% no número de empregados, segundo o proprietário. “No início do ano estávamos com 200 funcionários. O motivo da queda foi um reflexo da crise internacional, já que a nossa demanda caiu. O setor automotivo passa por muitas oscilações de um mês para o outro e temos de nos adaptar a isso. Já chegamos a trabalhar com três turnos completos e uso completo do maquinário, agora estamos com dois turnos”, afirma.

Embora não preveja uma melhora imediata do quadro para o início do ano, o empresário aposta na diversificação dos clientes. “Estamos tentando entrar em outros mercados, como o de eletrodomésticos. Também queremos fornecer peças para indústrias de Mogi e de Arujá”, completa.

Fonte: G1



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