Greve aumenta demanda em hospitais de Itaquaquecetuba e Poá

A greve no Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos que já dura 15 dias tem afetado o movimento nos hospitais municipais de Itaquaquecetuba e Poá. Os ambulatórios começaram a receber um grande movimento de pacientes vindos de cidades vizinhas. Uma situação parecida com o que tem ocorrido nos postos de saúde de Ferraz de Vasconcelos, que também estão lotados.

As filas são maiores na área de consultórios. A média de atendimentos no hospital na cidade de Itaquaquecectuba era 800 por dia. Este número agora subiu para mil. Segundo os pacientes, o problema nem é a falta de médico, mas sim a grande quantidade de pessoas. Por causa disso, as consultas demoram. “Tem muita gente e nós demoramos demais para passar com o médico”, disse a dona de casa Nicilene de Moraes.

Por enquanto, cada plantão tem seis médicos. A estrutura foi montada para atender a população da cidade, mas por causa da greve nos hospitais estaduais, esse aumento no atendimento pode comprometer o serviço, segundo a Prefeitura de Itaquaquecetuba. O diretor da Secretaria de Saúde de Itaquaquecetuba, Glauco Spina, informou que o município já está na capacidade máxima. “A capacidade nossa já estava ao máximo antes da greve e agora é equacionar para tentar atender todos”, diz.



Na cidade de Poá, no Hospital Guido Guida, que é administrado pelo município, pacientes ficam esperando do lado de fora. Muita dessas pessoas vêm de outras cidades, onde os funcionários dos hospitais estão em greve.

A recepcionista Elen Cristina Pereira tentou atendimento em outros municípios antes de ir para Poá. “Tá muito cheio, muita criança. As enfermeiras falam para a gente procurar outro hospital que atenda mais rápido”. Durante a manhã desta quinta-feira (16), apenas dois médicos faziam o atendimento. E mesmo quem conseguiu preencher a ficha foi informado que não era garantida a consulta. “Estão dizendo que é só com urgência. Eu não sei se vou conseguir, só tô esperando”, disse a vendedora Gicélia Aparecida Pereira.

O governo do Estado já está tomando algumas providências para tentar conter a greve. Nesta quinta-feira, a Secretaria Estadual da Saúde anunciou que cortou o cartão de ponto dos funcionários do hospital de Ferraz de Vasconcelos que estão parados. Eles estariam prejudicando o atendimento a população. Isso deve refletir em um desconto de 50% na folha de pagamento.

De acordo com o Sindicato dos Servidores da Saúde, na região, mesmo com essa decisão do governo do Estado, a paralisação deve continuar.

Fonte: G1





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