Obra na Estrada do Merendá, em Itaquaquecetuba, gera reclamação

Mesmo com a liberação de uma verba de R$ 660 mil pelo governo do Estado, os moradores do Recanto Mônica II que usam a Estrada do Merendá, em Itaquaquecetuba, não viram melhorias no local. O valor é do programa Melhor Caminho para ser usado na recuperação de estradas vicinais da cidade, como a Merendá.

O barro toma conta da estrada e impede a circulação de carros e pedestres. “Não melhorou nada, a Prefeitura piorou a nossa rua. O dinheiro foi investido e a gente quer saber o que foi feito com o material enviado pelo governo”, pergunta a moradora Viviane dos Santos.

Alexandre Vaz e Cíntia Barreiros moram no local há nove anos. Durante esse tempo não viram melhorias, por isso, o início da obra com a colocação de guias e sarjetas os deixou com esperança, mas o asfalto não veio. “Eu fui descer com o meu carro e ele rodou e bateu em uma pedra”, reclama Alexandre. Já Cíntia diz que as crianças também são prejudicadas pela situação. “Quando chove meu filho não vai para a escola porque não dá para passar pela estrada. Como ele volta à noite, eu preciso ir buscá-lo. Mas falta luz, então uso uma lanterna para iluminar o caminho”.



A obra é executada pela Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo (Codasp), mas fiscalizada pela Prefeitura de Itaquaquecetuba. O engenheiro da Codasp, Thomas Henrique Daroz, explica que a obra começou em abril e pelo cronograma tinha 90 dias para ser concluída. “Escolhemos esse período por ser um período de seca, mas acabou chovendo. Esse tipo de obra não pode ser feito com chuva”, justifica Daroz.

Como o tempo já está seco há alguns dias, o engenheiro garante que os operários estão trabalhando no local diariamente, inclusive aos sábados, das 7h às 18h. Daroz explica que duas motoniveladoras estão na estrada e que o trabalho delas já permite melhores condições de tráfego na área. Ele diz que se não chover novamente a obra deve ser entregue em até 15 dias.

O engenheiro da Prefeitura Ulisses Roberto Ouchaski concorda que a obra não poderia ser executada com o solo encharcado. “O material de acabamento já está armazenado, mas precisa fazer serviço de drenagem.”

Fonte: G1





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