No começo da tarde da última quinta-feira (29), técnicos da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), promotores e um juiz de Itaquaquecetuba, na região Metropolitana de São Paulo, vistoriaram o aterro sanitário da Pajoan.
A visita que durou cerca de uma hora e meia, foi uma requisição do dono do aterro, o empresário José Cardoso, e tem como objetivo conseguir os laudos de recuperação da área, para assim, obter o reconhecimento judicial do encerramento das atividades do local.
Na prática, de acordo com o diretor do aterro Alexandre Teixeira, o local já está sem receber nenhum resíduo sólido desde o deslizamento de lixo, em abril de 2011. “Já estamos quase há dois anos sem receber nada. Encerramos as atividades, pois o aterro já chegou na sua capacidade máxima.”, conta Teixeira.
Para ter a confirmação do fim das atividades e novamente a licença ambiental, a empresa precisa de um laudo expedido pela Cetesb e também pelo Ministério Público, que comprove a recuperação ambiental da área. “Estamos com quase 100% da área recuperada. Não há mais liberação de resíduos tóxicos no solo e nem degradação do meio ambiente. Falta só a colocação de canaletas e da vegetação no local.”, diz Teixeira.
Desde o desmoronamento de lixo, em abril de 2011, o aterro da Pajoan está interditado e com a licença ambiental cassada. O interesse em conseguir a desinterdição do local e a licença ambiental, também tem a ver com o novo projeto do empresário José Cardoso e de sua nova empresa EcoEspaço. “Temos o projeto de um novo aterro, para 2013, em uma área ao lado do aterro da Pajoan. Essa área nunca recebeu nehum resíduo doméstico. Para dar continuidade ao projeto do novo aterro precisamos da licença ambiental. O novo aterro terá capacidade para receber lixo de todo o Alto tietê por cerca de 50 anos.”, diz o diretor do aterro, Alexandre Teixeira.
A empresa espera que os laudos de análise da área fiquem prontos no mínimo em 30 dias. Ainda não há nehum projeto para o antigo local do aterro da Pajoan.
Aterro Pajoan
Desde que começou a funcionar no município de Itaquaquecetuba, na região Metropolitana de São Paulo, o aterro da Pajoan já foi alvo de muitos problemas e irregularidades. O caso mais recente e grave foi o desmoronamento de 400 mil toneladas de lixo, em abril de 2011.
Depois do caso, o aterro foi interditado pela Cetesb e pela Justiça e teve também a licença ambiental cassada. Porém, no começo do ano, o Diário TV flagrou no meio da noite caminhões descarregando lixo. Com a denúncia a promotoria da região determinou que barreiras físicas fossem colocadas na entrada do aterro. A empresa já levou mais de 70 multas, e os valores ultrapassam os R$ 9 milhões.
Na tarde de ontem (29) o G1 pôde constatar que na área onde houve o deslizamento de lixo não há mais nenhum resíduo sólido, pelo menos na superfície. Porém, logo abaixo ainda encontramos uma piscina de chorume, líquido tóxico que se forma a partir da decomposição do lixo. De acordo com o diretor do aterro da Pajoan, o chorume está bem protegido com uma manta que impede seu contato com o solo ” Nós iremos continuar o monitoramento do chorume, e encaminhá-lo para tratamento.”, diz Teixeira.
Fonte: G1
