Aterro de Itaquaquecetuba já recebeu 63 multas

O aterro da cidade de Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, já recebeu 63 multas nos últimos 12 anos, segundo a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Segundo a companhia, até março as autuações por disposição inadequada de resíduos, lançamento de chorume e desrespeito a interdição chegam a R$ 8 milhões.

Reportagem do projeto “São Paulo mais limpa” flagrou a movimentação irregular de caminhões no aterro, como mostrou o SPTV desta terça-feira (10). Este mês faz um ano que houve uma explosão no local. O aterro foi interditado e não pode receber lixo.

O aterro sofre o peso de duas interdições. Uma determinada pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e a outra por decisão da Justiça. A intenção é evitar outras explosões. Em abril de 2011, 400 mil toneladas de lixo desmoronaram.



Durante a noite e madrugada, cinco caminhões depositaram lixo no local. Uma jornalista da TV Globo se passou por moradora e pediu carona para um dos motoristas. Ele contou que só faz o chamado “transbordo” – permanência temporária do lixo que vem da coleta. Os caminhões depositam os resíduos dentro de galpões e depois levam em carretas para aterros regularizados, mas em fevereiro esse trabalho também foi proibido.

A proibição veio quando a Cetesb multou, mais uma vez, a empreiteira responsável pelo aterro de Itaquaquecetuba por constatar que, em vez de fazer o transbordo, o lixo que chegava era aterrado.

“O aterro está completamente interditado. Não se pode depositar qualquer resíduo sólido, dejeto naquele aterro. Isso é crime ambiental, é passível de reclusão para quem faz o depósito e para quem permite que isso aconteça. É uma questão de polícia”, diz o secretário adjunto estadual do Meio Ambiente, Rubens Rizek.

O diretor-executivo da empreiteira Pajoan, Alexandre Teixeira, disse que desrespeitava a interdição porque cumpria um acordo feito com a Prefeitura de Itaquaquecetuba.

Fonte: G1





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